sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Passado.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Don't understand the evil eye, or how one becomes two.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Cadê Você?
Chico Buarque.
domingo, 9 de setembro de 2012
Sem título.
muitos papéis acumulados pelo trabalho.
a água en bouillant no samovar,
a porta em frente à varanda entreaberta
e o som do bandolim lá fora
pronto a vir visitar as entranhas das arestas das janelas,
portas.
ela sorriu e
o dia começou certo.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Invité par surprise.
- Tu dînes avec nous? Mais alors simplement, à la fortune du pot!
Les quelques secondes où l'on sent que la proposition va venir sont délicieuses. C'est l'idée de prolonger un bon moment, bien sûr, mais celle aussi de bousculer le temps; la journée avait déjà été si prévisible; la soirée s'annonçait si sûre et programmée. Et puis voilà, en deux secondes, c'est un grand coup de jeune: on peut changer le cours des choses au débotté. Bien sûr on va se laisser faire.
Dans ces cas-là, rien de gourmé: on ne va pas vous cantonner dans un fauteuil côté salon pour apéritif en règle. Non, la conversation va se mitonner dans la cuisine - tiens, si tu veux m'aider à éplucher les pommes de terre! Un épluche-légumes à la main, on se dit des choses plus profondes et naturelles. On croque un radis en passant. Invité par surprise, on est presque de la famille, presque de la maison. Les déplacements ne sont plus limités. On accède aux recoins, aux placards. Tu la mets où, ta moutarde? il y a des parfums d'échalote et de persil qui semblent venir d'autrefois, d'une convivialité lointaine - peut-être celle des soirs où l'on faisait des devoirs sur la table de la cuisine?
Les paroles s'espacent. Plus besoin de tous ces mots qui coulent sans arrêt. Le meilleur, à présent, ce sont ces plages douces, entre les mots. Aucune gêne. On feuillette un bouquin au hasard de la bibliothèque. Une voix dit "Je crois que tout est prêt" et on refusera l'apéritif - bien vrai. Avant de dîner, on s'assoira pour bavarder autour de la table mise, les pieds sur le barreau un peu haut de la chaise paillée. Invité par surprise on se sent bien, tout libre, tout léger. Le chat noir de la maison lové sur les genoux, on se sent adopté. La vie ne bouge plus - elle s'est laissé inviter par surprise.
Philippe Delerm. - La Première Gorgée de Bière et autres plaisirs minuscules.
***
Para tirar o atraso de mais de um ano sem escrever aqui, venho junto à uma certa ousadia de postar um texto em Francês, do escritor Philippe Delerm, cujo admiro bastante. Para aqueles que não dominam a língua francesa, em breve irei fazer a tradução (outra ousadia, rs) e postarei. É realmente uma bela prosa, muito bem escrita. Delerm é um escritor francês, nascido nos anos 50, na Auvers-sur-Oise (Val-d'Oise), norte da França.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Primeira Turnê. - Parte 2.
Primeira Turnê. - Parte 1.
Local: Hotel em NY.
Data: 7 de fevereiro de 1964.
Tema: Turnê da ''recente'' banda, The Beatles, pelos EUA.
Classificação: Livre.
Era um dia ensolarado em Nova York, fevereiro de 1962, quando os Beatles dividiam o quarto num hotel durante a primeira turnê nos EUA. George foi o primeiro a acordar. Ao ver os companheiros dormindo, se levantou, tomou um banho gelado e, ao terminar, pegou o violão ao lado da cama onde estava Ringo e começou a tocá-lo de maneira rápida, de modo que acordasse os outros. Ao ver a expressão de John Lennon ao ser acordado pelos seus solos propositáis, George não resiste e solta uma gargalhada alta.
- Ora, acordem! Já são 09:45. Como hoje não tem nenhum show marcado, temos todo o dia livre para aproveitar a cidade, as praias, as garotas... - diz George, sentado em uma poltrona, deixando o violão em seu colo.
- A cama também!!! - se irrita Ringo, logo escondendo seu rosto no travesseiro.
- Ok, ok, George. Você tem razão. Temos que aproveitar o café da manhã também, estou com fome! - diz Paul, logo se levantando e indo em direção ao banheiro.
- Droga! Tenho que encontrar com Cynthia no aeroporto, mas a preguiça está maior. - ao terminar de reclamar, Lennon se levanta e senta na cama, abrindo a cortina e admirando a vista que os quatro garotos tinham da cidade.
- Tsc, tsc. Mal se casou e já tem preguiça da esposa! - responde George, ainda sentado na poltrona, afinando a Rickenbacker.
- Longe de mim! A preguiça não é da Cynthia e sim de me locomover até aquele fim de mundo! - John se levantou da cama e pegou o telefone na mesa ao lado, fazendo o pedido do café da manhã.
- Também sinto fome, Paul! - grita Ringo, se levantando rápido. O mesmo pegava o cobertor na cama, se enrolava e saía correndo em direção ao banheiro.
- Estranho... - sorria George ao ver as ações do beatle menor, aquele o impressionava cada vez mais, e o fazia rir também.
Os três foram se arrumar. Ao terminar de tomar o café, Lennon foi de encontro a sua esposa. Paul, George e Ringo resolveram passar o dia no hotel, aproveitar o lazer que ofereciam-lhes, para mais tarde ir com Brian à uma casa noturna chamava Peppermint Lounge, em Manhattan. Depois do café da manhã, os três colocaram os trages de banho e desceram para a piscina do hotel. Como já era de se esperar, os hóspedes reconheceram-os e aproximaram pedindo autógrafos e poses para fotos. Como o hotel era de classe alta, não houve nenhum tumulto, apenas algumas pessoas indo em direção dos mesmos para autógrafos, o que os deixou bem calmos. A única expressão que o pequeno Ringo pôde colocar em seu rosto foi um grande sorriso ao ver que estava em plena mordomia, sem compromissos, talvez, sem cobranças e sem hora para acabar. Deitou-se em uma poltrona em frente à piscina, tirou o maço de Marlboro Red junto ao isqueiro do bolso da sua camisa e colocou um dos cigarros em sua boca, acendendo-o. Naquela tarde, o clima estava consideravelmente perfeito. O sol raiava com intensidade, a água da piscina e da cachoeira estava cristalina, as pessoas alegres, as crianças brincando. Na sala de jogos, o jazz predominava o local. Havia poucos rapazes jogando sinuca com copo de whisky na mão. Paul e George queriam aproveitar o dia inteiro na piscina e na cachoeira. Percebia-se nitidamente que os três se divertiam bastante, sem sentir falta do John, que passava o dia com sua recém-esposa Cynthia.
As 18:00, término da tarde, os garotos de liverpool resolveram subir para o apartamento depois de terem passado todo o dia inteiro na área de lazer. Ao subir, George abriu a porta e logo escutou o telefone tocar, era Brian.
- Alô?! - diz o beatle mais novo, colocando as chaves e as toalhas sobre a mesa, com o telefone já na mão.
- George! Aqui é Brian. Tentei ligar para vocês a tarde inteira, onde estavam? - responde o empresário deitado na cama de um hotel no mesmo bairro em Nova York.
- Estávamos lá embaixo. Aconteceu alguma coisa?
- Não aconteceu nada, quero apenas te lembrar que daqui a algumas poucas horas estou indo pr'a aí, vamos ao Peppermint mais tarde.
- Oh, é mesmo! Não me esqueci. Estaremos te esperando as 22:00 em ponto.
- 21:30, por favor.
- Ok! Como quiser! Até mais, Brian!
- Até, George!
To be continued...
Obs.: Todos os textos desta fanfic é de minha autoria. Baseados em fatos reais.
A volta da fan fiction.
Deliciem-se, Beatlemaníacos.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Refúgio.
[...]
continua.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Às vezes penso se o problema é comigo mesmo. Depois do fim de um relacionamento a fim de cessar os problemas, os mesmos duplicam. Já tentei conversar, resolver, acalmar, mas no fim é sempre a mesma coisa. Dói chegar perto, dói se afastar. O que fazer? Neste caso, não existe o meio termo, apenas os longos e dolorosos extremos. Talvez, o pior disso tudo, seria a proporção que cada extremo me é levado junto a seu âmbito.
Perdão. Essa palavra já não me convence mais.
Amor. Essa também não.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
(Sem título)
Tarde demais ou não, ele veio.
Espaço vital.
Em suas palavras, espaços preenchidos.
Em seus versos, métricas medidas.
Estrofes maiores, menores.
Simbolismos, arcadismos.
Naturalismos, romantismos.
Era o fim contemporâneo, mas ele chegou.
Lembrança, desejo. Máquina do tempo.
quarta-feira, 23 de março de 2011
O Amor Acaba.
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova York; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
Paulo Mendes Campos.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Thanks, Sir Paulie Macca.
Eu e meu pai acordamos na manhã do dia 22/11/2010 às 7:00 para estar no aeroporto às 9:00 e pegar o voo às 10:50. Chegando em Confins, o aeroporto estava completamente lotado de executivos, trabalhadores e, claro, lotado também de Beatlemaniacos, aparentemente. Me senti em casa e aí começou a cair em mim que eu iria ao encontro de um Beatle.
Entramos no avião, depois de 30 minutos de espera, chegamos em Congonhas e aí que meu coração disparava mesmo. Meu Deus, estava indo ver Paul McCartney! Certo. Fomos para o Ibis que se encontra logo em frente ao aeroporto e, ao pisar no hotel, um bando de pessoas vinham em nossa direção perguntando se queríamos alugar van para ir e voltar do show do Paul. Todos lindos com a camisa, faixa, rosto pintado, prontos para a maior experiência de cada um ali. Eu e meu pai não aceitamos, até porque a van iria sair de lá às 16:00 e os portões abririam às 17:30 e eu gostaria MUITO de chegar cedo por causa da fila. Ok, subimos correndo, arrumamos as coisas, trocamos de roupa, descemos para almoçar e pegamos o taxi para ir pro Morumbi. Coração a mil, claro, o motorista do taxi metendo o pau na galera que ia pro show, dizendo que é perda de dinheiro e de tempo, eu quase enforcando o cara e meu pai quase perdendo a cabeça também, porém chegamos ao nosso destino e ali estávamos, eu, meu pai e uma beatlemania que eu só assistia nos dvds, shows e documentários dos Beatles. Fomos correndo retirar os ingressos e o cara da bilheteria rindo de mim por já estar chorando. Ao pegar o ingresso com minhas próprias mãos, foi quase um desabafo mesmo, chorei, gritei, era a melhor sensação possível até então, (até então!). Fomos para a fila e encontramos/conhecemos um cara super gente boa que estava já junto à mim e meu pai, o Lucas. O foda é que ele se perdeu no meio do show e não tivemos notícias dele mais, mas isso depois eu conto. Eu, meu pai e o Lucas na fila, já com o coração na mão. Ficamos assim até umas 16:00, quando o céu desabou a chover em nossas cabeças. Tudo bem, tudo bem, estamos indo ver o Paul. A Mada, uma amiga minha que conheci pela internet, me encontrou lá e veio para a fila com a gente. Chovia muito, muito, muito e todos nós na fila com aquela capinha horrível de chuva, alguns morrendo de fome também. Ok, deu 17:30 e nada de portão abrir. 18:00, nada de entrar no Morumbi. 18:30, galera correndo desesperadamente para entrar. No meio disso tudo, conseguimos passar em torno de 200 pessoas na fila e chegamos, enfim, na roleta para entrar. UM PÔSTER GIGANTE DO PAUL LOGO DE ENTRADA e eu chorando ever junto com a Mada. Tiramos fotos, rimos, encontramos com uma galera legal e logo saimos correndo para a entrada do Morumbi. Ao me deparar com aquela coisa gigante que é o estádio e todas aquelas pessoas lindas, muitas ali por obrigação, outras por prazer e por realizar o maior sonho, como era o meu, me fez emocionar muito. Por fim ficamos no meio da pista, mais ou menos um pouquinho pra frente, eram em torno de 40 metros do palco. Esperamos ali dentro de 18:30 à 21:30 (tudo ótimo para nós que estavamos já dentro do estágio, nos lugares postos), quando começou a passar a abertura com vídeos lindos e coloridos, junto aos Twin Freaks que me emocionaram. Até então o Lucas, o garoto que estava conosco, tinha se perdido ao tentar ir ao banheiro. O Paul demorou para entrar no palco, mas e daí? ainda teremos três horas de show, três horas emocionantes, três horas que irão para nossa vida toda! Enfim, a espera tinha acabado e vimos que o sonho estava apenas começando. O palco todo azul e o Paul chegando ali com o Hofner levantado e todo mundo delirando. Magical Mystery Tour! Roooooll uuuuup! ♪ Ele, o Mestre nos convidando para uma viagem mágica e misteriosa. Poderia começar ainda melhor? Não mesmo. Gritamos, desmaiamos, choramos, foi a maior expeciência de todas as vidas ali presentes. Acho que só quem presenciou aquilo, apenas quem estava ali vivendo tudo aquilo, sabe bem a sensação e como é fazer parte da verdadeira beatlemanía, não é, Buzele? (:
Hoje agradeço muito ao meu beatlemaniaco preferido, meu pai, que me deu o melhor presente que já poderia ter pensado em me dar, e claro, ao Sir Paulie Macca. Tudo bem in the rain, certo? :D
"And in the end, the love you take is equal to the love you make." ♪
Obs.: Foto de minha autoria.

