segunda-feira, 18 de maio de 2009

O coração delator.

Por: Edgar Allan Poe.

É verdade! Nervoso, muito, muito nervoso mesmo eu estive e estou; mas por que você vai dizer que estou louco? A doença exacerbou meus sentidos, não os destruiu, não os embotou. Mais que os outros estava aguçado o sentido da audição. Ouvi todas as coisas no céu e na terra. Ouvi muitas coisas no inferno. Como então posso estar louco? Preste atenção! E observe com que sanidade, com que calma, posso lhe contar toda a história.

É impossível saber como a idéia penetrou pela primeira vez no meu cérebro, mas, uma vez concebida, ela me atormentou dia e noite. Objetivo não havia. Paixão não havia. Eu gostava do velho. Ele nunca me fez mal. Ele nunca me insultou. Seu ouro eu não desejava. Acho que era seu olho! É, era isso! Um de seus olhos parecia o de um abutre - um olho azul claro coberto por um véu. Sempre que caía sobre mim o meu sangue gelava, e então pouco a pouco, bem devagar, tomei a decisão de tirar a vida do velho, e com isso me livrar do olho, para sempre.

Agora esse é o ponto. O senhor acha que sou louco. Homens loucos de nada sabem. Mas deveria ter-me visto. Deveria ter visto com que sensatez eu agi — com que precaução —, com que prudência, com que dissimulação, pus mãos à obra! Nunca fui tão gentil com o velho como durante toda a semana antes de matá-lo. E todas as noites, por volta de meia-noite, eu girava o trinco da sua porta e a abria, ah, com tanta delicadeza! E então, quando tinha conseguido uma abertura suficiente para minha cabeça, punha lá dentro uma lanterna furta-fogo bem fechada, fechada para que nenhuma luz brilhasse, e então eu passava a cabeça. Ah! o senhor teria rido se visse com que habilidade eu a passava. Eu a movia devagar, muito, muito devagar, para não perturbar o sono do velho. Levava uma hora para passar a cabeça toda pela abertura, o mais à frente possível, para que pudesse vê-lo deitado em sua cama. Aha! Teria um louco sido assim tão esperto? E então, quando minha cabeça estava bem dentro do quarto, eu abria a lanterna com cuidado — ah!, com tanto cuidado! —, com cuidado (porque a dobradiça rangia), eu a abria só o suficiente para que um raiozinho fino de luz caísse sobre o olho do abutre. E fiz isso por sete longas noites, todas as noites à meia-noite em ponto, mas eu sempre encontrava o olho fechado, e então era impossível fazer o trabalho, porque não era o velho que me exasperava, e sim seu Olho Maligno. E todas as manhãs, quando o dia raiava, eu entrava corajosamente no quarto e falava Com ele cheio de coragem, chamando-o pelo nome em tom cordial e perguntando como tinha passado a noite. Então, o senhor vê que ele teria que ter sido, na verdade, um velho muito astuto, para suspeitar que todas as noites, à meia-noite em ponto, eu o observava enquanto dormia.

Na oitava noite, eu tomei um cuidado ainda maior ao abrir a porta. O ponteiro de minutos de um relógio se move mais depressa do que então a minha mão. Nunca antes daquela noite eu sentira a extensão de meus próprios poderes, de minha sagacidade. Eu mal conseguia conter meu sentimento de triunfo. Pensar que lá estava eu, abrindo pouco a pouco a porta, e ele sequer suspeitava de meus atos ou pensamentos secretos. Cheguei a rir com essa idéia, e ele talvez tenha ouvido, porque de repente se mexeu na cama como num sobressalto. Agora o senhor pode pensar que eu recuei — mas não. Seu quarto estava preto como breu com aquela escuridão espessa (porque as venezianas estavam bem fechadas, de medo de ladrões) e então eu soube que ele não poderia ver a porta sendo aberta e continuei a empurrá-la mais, e mais.

Minha cabeça estava dentro e eu quase abrindo a lanterna quando meu polegar deslizou sobre a lingüeta de metal e o velho deu um pulo na cama, gritando:

— Quem está aí?

Fiquei imóvel e em silêncio. Por uma hora inteira não movi um músculo, e durante esse tempo não o ouvi se deitar. Ele continuava sentado na cama, ouvindo bem como eu havia feito noite após noite prestando atenção aos relógios fúnebres na parede.

Nesse instante, ouvi um leve gemido, e eu soube que era o gemido do terror mortal. Não era um gemido de dor ou de tristeza — ah, não! era o som fraco e abafado que sobe do fundo da alma quando sobrecarregada de terror. Eu conhecia bem aquele som. Muitas noites, à meia-noite em ponto, ele brotara de meu próprio peito, aprofundando, com seu eco pavoroso, os terrores que me perturbavam. Digo que os conhecia bem. Eu sabia o que sentia o velho e me apiedava dele embora risse por dentro. Eu sabia que ele estivera desperto, desde o primeiro barulhinho, quando se virara na cama. Seus medos foram desde então crescendo dentro dele. Ele estivera tentando fazer de conta que eram infundados, mas não conseguira. Dissera consigo mesmo: "Isto não passa do vento na chaminé; é apenas um camundongo andando pelo chão", ou "É só um grilo cricrilando um pouco". É, ele estivera tentando confortar-se com tais suposições; mas descobrira ser tudo em vão. Tudo em vão, porque a Morte ao se aproximar o atacara de frente com sua sombra negra e com ela envolvera a vítima. E a fúnebre influência da despercebida sombra fizera com que sentisse, ainda que não visse ou ouvisse, sentisse a presença da minha cabeça dentro do quarto.

Quando já havia esperado por muito tempo e com muita paciência sem ouvi-lo se deitar, decidi abrir uma fenda — uma fenda muito, muito pequena na lanterna. Então eu a abri — o senhor não pode imaginar com que gestos furtivos, tão furtivos — até que afinal um único raio pálido como o fio da aranha brotou da fenda e caiu sobre o olho do abutre.

Ele estava aberto, muito, muito aberto, e fui ficando furioso enquanto o fitava. Eu o vi com perfeita clareza - todo de um azul fosco e coberto por um véu medonho que enregelou até a medula dos meus ossos, mas era tudo o que eu podia ver do rosto ou do corpo do velho, pois dirigira o raio, como por instinto, exatamente para o ponto maldito.

E agora, eu não lhe disse que aquilo que o senhor tomou por loucura não passava de hiperagudeza dos sentidos? Agora, repito, chegou a meus ouvidos um ruído baixo, surdo e rápido, algo como faz um relógio quando envolto em algodão. Eu também conhecia bem aquele som. Eram as batidas do coração do velho. Aquilo aumentou a minha fúria, como o bater do tambor instiga a coragem do soldado.

Mas mesmo então eu me contive e continuei imóvel. Quase não respirava. Segurava imóvel a lanterna. Tentei ao máximo possível manter o raio sobre o olho. Enquanto isso, aumentava o diabólico tamborilar do coração. Ficava a cada instante mais e mais rápido, mais e mais alto. O terror do velho deve ter sido extremo. Ficava mais alto, estou dizendo, mais alto a cada instante! — está me entendendo? Eu lhe disse que estou nervoso: estou mesmo. E agora, altas horas da noite, em meio ao silêncio pavoroso dessa casa velha, um ruído tão estranho quanto esse me levou ao terror incontrolável. Ainda assim por mais alguns minutos me contive e continuei imóvel. Mas as batidas ficaram mais altas, mais altas! Achei que o coração iria explodir. E agora uma nova ansiedade tomava conta de mim — o som seria ouvido por um vizinho! Chegara a hora do velho! Com um berro, abri por completo a lanterna e saltei para dentro do quarto. Ele deu um grito agudo — um só. Num instante, arrastei-o para o chão e derrubei sobre ele a cama pesada. Então sorri contente, ao ver meu ato tão adiantado. Mas por muitos minutos o coração bateu com um som amortecido. Aquilo, entretanto, não me exasperou; não seria ouvido através da parede. Por fim, cessou. O velho estava morto. Afastei a cama e examinei o cadáver. É, estava morto, bem morto. Pus a mão sobre seu coração e a mantive ali por muitos minutos. Não havia pulsação. Ele estava bem morto. Seu olho não me perturbaria mais.

Se ainda me acha louco, não mais pensará assim quando eu descrever as sensatas precauções que tomei para ocultar o corpo. A noite avançava, e trabalhei depressa, mas em silêncio. Antes de tudo desmembrei o cadáver. Separei a cabeça, os braços e as pernas.

Arranquei três tábuas do assoalho do quarto e depositei tudo entre as vigas. Recoloquei então as pranchas com tanta habilidade e astúcia que nenhum olho humano — nem mesmo o dele — poderia detectar algo de errado. Nada havia a ser lavado — nenhuma mancha de qualquer tipo — nenhuma marca de sangue. Eu fora muito cauteloso. Uma tina absorvera tudo - ha! ha!

Quando terminei todo aquele trabalho, eram quatro horas — ainda tão escuro quanto à meia-noite.Quando o sino deu as horas, houve uma batida à porta da rua. Desci para abrir com o coração leve — pois o que tinha agora a temer? Entraram três homens, que se apresentaram, com perfeita suavidade, como oficiais de polícia. Um grito fora ouvido por um vizinho durante a noite; suspeitas de traição haviam sido levantadas; uma queixa fora apresentada à delegacia e eles (os policiais) haviam sido encarregados de examinar o local.

Sorri — pois o que tinha a temer? Dei as boas-vindas aos senhores. O grito, disse, fora meu, num sonho. O velho, mencionei, estava fora, no campo. Acompanhei minhas visitas por toda a casa. Incentivei-os a procurar — procurar bem. Levei-os, por fim, ao quarto dele. Mostrei-lhes seus tesouros, seguro, imperturbável. No entusiasmo de minha confiança, levei cadeiras para o quarto e convidei-os para ali descansarem de seus afazeres, enquanto eu mesmo, na louca audácia de um triunfo perfeito, instalei minha própria cadeira exatamente no ponto sob o qual repousava o cadáver da vítima.

Os oficiais estavam satisfeitos. Meus modos os haviam convencido. Eu estava bastante à vontade. Sentaram-se e, enquanto eu respondia animado, falaram de coisas familiares. Mas, pouco depois, senti que empalidecia e desejei que se fossem. Minha cabeça doía e me parecia sentir um zumbido nos ouvidos; mas eles continuavam sentados e continuavam a falar. O zumbido ficou mais claro — continuava e ficava mais claro: falei com mais vivacidade para me livrar da sensação: mas ela continuou e se instalou — até que, afinal, descobri que o barulho não estava dentro de meus ouvidos.

Sem dúvida agora fiquei muito pálido; mas falei com mais fluência, e em voz mais alta. Mas o som crescia - e o que eu podia fazer? Era um som baixo, surdo, rápido — muito parecido com o som que faz um relógio quando envolto em algodão. Arfei em busca de ar, e os policiais ainda não o ouviam. Falei mais depressa, com mais intensidade, mas o barulho continuava a crescer. Levantei-me e discuti sobre ninharias, num tom alto e gesticulando com ênfase; mas o barulho continuava a crescer. Por que eles não podiam ir embora? Andei de um lado para outro a passos largos e pesados, como se me enfurecessem as observações dos homens, mas o barulho continuava a crescer. Ai meu Deus! O que eu poderia fazer? Espumei — vociferei — xinguei! Sacudi a cadeira na qual estivera sentado e arrastei-a pelas tábuas, mas o barulho abafava tudo e continuava a crescer. Ficou mais alto — mais alto — mais alto! E os homens ainda conversavam animadamente, e sorriam. Seria possível que não ouvissem? Deus Todo-Poderoso! — não, não? Eles ouviam! — eles suspeitavam! — eles sabiam! - Eles estavam zombando do meu horror! — Assim pensei e assim penso. Mas qualquer coisa seria melhor do que essa agonia! Qualquer coisa seria mais tolerável do que esse escárnio. Eu não poderia suportar por mais tempo aqueles sorrisos hipócritas! Senti que precisava gritar ou morrer! — e agora — de novo — ouça! mais alto! mais alto! mais alto! mais alto!

— Miseráveis! — berrei — Não disfarcem mais! Admito o que fiz! levantem as pranchas! — aqui, aqui! — são as batidas do horrendo coração!



(Allan Poe, fantástico.)

terça-feira, 7 de abril de 2009

04/04/2009.

Sábado, dia 04. Era o final de semana que eu iria passar com meu pai. Acordei às 08:30, super animada por sinal (era o tão esperado dia do show da Cia. Beatles Songs) e tomei um banho bem gelado, peguei meus materiais e fui para a aula de Francês. Fui de metrô (como sempre... bem lotado) e cheguei na Gameleira às 09:10. Passei em uma cafeteria, tomei meu café da manhã e fui para a aula. Saí de lá às 12:00, meu pai atrasou um pouco para me buscar, mas chegou a tempo da escola não fechar. Fomos direto almoçar com uns familiares em um restaurante na Savassi. Saímos de lá às 16:00. Logo passei no Centro, no Túneo do Rock para olhar uns buttons que eu prometi para um amigo que compraria pra ele, mas a loja estava fechada, então fui para a casa do meu pai, descansei um pouco, arrumamos e fomos pro Chevrolet Hall. Chegamos lá ás 19:30 e o show começava ás 21:00. Meu irmão reclamou que estava sentindo fome e então meu pai deu a idéia de írmos para o shopping ao lado, o tão exclamado ''Pátio Savassi''. Meu irmão foi lanchar com meu pai enquanto eu me 'enfiei' na Leitura e fiquei olhando uns livros e cd's. Saímos do shopping ás 20:40, e logo fomos para o show. Não encontrei com o Thiago, mas ele me viu e disse que me empolguei bastante, e me empolguei mesmo. Não tenho palavras para dizer o que senti quando vi aquelas pessoas fodas no palco tocando as músicas do Quarteto Fabuloso. Chorei, cantei, cheguei a gritar e a me emocionar bastante. Foi maravilhoso, os caras são realmente profissionais. Foi um Sábado que vai ficar para sempre na minha memória, principalmente em meu coração.

The Beatles. Para sempre. ♥

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Beatles songs.

Falta apenas um dia para a Cia. Filarmônica Beatles Songs pousar aqui em Belo Horizonte - MG. A orquestra terá uma formação diferente para mostrar o repertório do grupo pop mais famoso e influente do mundo: quarteto de cordas, três vozes, violão, duas guitarras, piano, bateria, e contrabaixo. Eles farão duas apresentações, uma na Sexta (dia 3 de Abril) e no Sábado (dia 4) às 21:00.
Quando fiquei sabendo que a capital de Minas está incluida na lista de shows deles, não pensei duas vezes para ir até a bilheteria do Chevrolett Hall e comprar meu ingresso. Comprei a cadeira 14! (: Já tinha visto alguns vídeos com apresentações deles, me dispertou interesse logo ao vê-los cantar e tocar tão bem as músicas do ''Sweet'' George.
Alguns amigos me deram suas opiniões a respeito dessa Filarmônica. Uns disseram que seria um tédio, outros diziam ser um caos e ainda outros chegaram para mim e pediram para eu desistir e ir ao Axé 2009 com eles (você possa até imaginar a minha expressão facial ao escutar um pedido desse).
Até meu irmão e meu pai vão, Beatlemaníacos, claro! Talvez a Julia, o Thiago, o Felipe e o Pedro vão estar lá cantando (e empolgando) conosco. A pessoa que eu realmente queria como minha companhia nessa tão esperada noite não poderá ir, mas o importante é que estamos (sempre) juntos, mesmo na distância... Discrepância do destino.

Já são 13:03 e a fome já bate em minha porta.
Au revoir.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O primeiro de poucos.

Ficar no colégio de 13:30 até às 18:00 fazendo simulado não é fácil. Cheguei em casa às 18:30. Minha coluna está torta por passar o dia inteiro sentada em uma das cadeiras de um auditório monótono, olhando para uma prova (semelhante a uma apostila por apresentar várias páginas e textos). Mas algo fez com que meu dia terminasse relativamente calmo.

Uma chuva branda e fina lá fora.
Tirei algumas horas da minha noite para arrumar minha estante de livros e minha caixa de fotos. Encontrei coisas fantásticas. Uma foto minha, com meus 8 anos de idade, usando um coturno, uma blusa larga, calça jeans (também larga) e um óculos parecido com o mesmo que o John Lennon usava em 1968. Encontrei também dentro de um livro uma nota e uma moeda antiga, (mais uma, pois já encontrei várias), e a foto mais bacana que eu já tirei e revelei (porque quase nunca mando revelar minhas fotos): Eu em uma tarde de autógrafos com o Kid Vinil.

Estava na busca por essa foto a muito tempo, foi uma das tardes que nunca irei me esquecer. Setembro de 2008, na Café com Letras, aqui na Savassi. Até chamei minha prima Thaís para ir comigo, mas ela disse que era coisa de 'velho' e que não iria. Por fim, foi meu pai quem me acompanhou. A cafeteria não estava tão cheia, também porque eu cheguei cedo (começava às 17:00, eu estava lá às 15:00). Olhei para o Kid e vi todos aqueles exemplares ao seu lado. O livro chama Almanaque do Rock. Logo ao chegar, fui até ele com meu livro já na mão. Ele me olhou sorrindo e deu um sorriso ainda mais largo ao ver minha blusa com uma estampa enorme dos Beatles. Sentamos em uma das mesas e conversamos... Conversamos muito. Foi ótimo, acho que tudo que eu sei sobre o rock n' roll foi ele quem me ensinou durante aquela tarde. Por fim ele assinou meu livro e logo meu pai chegou para tirar uma foto de nós dois. Naquela hora, a cafeteria já estava super lotada e acabei tirando uma única foto com ele. Aquela tarde eu me senti feliz como não me sentia à tempos, muita coisa aconteceu em minha vida 'pacata' (posso dizer com toda a convicção que Agosto, Setembro, Outubro e Novembro foram os piores mêses da minha vida).

Agora a foto está em um dos meus porta-retratos preferidos, e só em olhar para ela, um sorriso já nasce em meu rosto. :D Mas enfim... Minha estante está arrumada e agora vou ouvir mais músicas do George Harrison (meu orgulho, inspiração, amor...) para tentar esquecer um pouco daquele simulado burlesco que eu fiz.

Bom... O sono já está presente e a cama me espera.

( Confesso que tomei uma certa coragem ao criar esse espaço. Não é a primeira vez que crio um blog para escrever (ou desabafar) minhas coisas inúteis, talvez não será o último. Sei que ninguém vai comentar e muito menos ler o que irei escrever. Sei também que muito dias não terei o que escrever, mas a vontade e o gosto pela escrita é tão grande que não ligarei para a mínima inutilidade contida aqui. Então... Fim. )